quarta-feira, 19 de julho de 2023

Frases

 Saudade é o amor que fica de quem não pode ficar


O Ego é tão putoso que até nos convence ser consciencioso


Por muito velhos que sejamos cremos sempre acrescentar uma ano


A mente processa o significado; o cérebro limita-se a criar representações do significado mensal.


0 cérebro é um registo vivo do nosso passado


Já não sou quem era nem voltarei a ser quem fui mas serei sempre fiel aos meus princípios.


não concordo com o que dizes mas defendo até à morte o direito de o dizeres (Voltaire).


Um homem faz-se e desfaz-se a si próprio


A circunstância não faz um indivíduo revela-o a si mesmo


As pessoas especiais são aquelas que te procuram, mesmo que seja só para perguntar como voçê está


Saudade  é o perfume que o passado deixa

Alicinha

 A Maria Alice a Alicinha que hoje velamos e nos estamos a despedir foi, para quem a conheceu ou com ela viveu ou dialogou um ser cuja energia suave mas poderosa nos tocou lá bem no fundo do n/âmago.  

Aos 97 anos era ainda uma mulher bonita, elegante e delicada. Mas a s/valia era muito superior às formas. Foi um irmã carinhosa e preocupada. Cedo me embalou,me adormeceu, me trocou as fraldas. Depois uma mãe amiga, compreensiva, bondosa e generosa. Também uma guerreira q lutava até ao limite das s/forças mas uma vez esgotadas todas as s/capacidades reluzia outra luz que nela residia. A da aceitação até do inaceitável. Uma benção pouco usual nos seres humanos a que adicionava uma excepcional simplicidade qur a tornavam única.


Mas se existisse uma palavra p/a definir a n/Alicinha eu diria Serenidade em alto grau.

A vasta sabedoria q possuía dela advinha. Ela via, ouvia e lia activando a s/ inteligência não 

conceptual deixando que a serenidade guiasse as s/ emoções,palavras e acções. 

E como a serenidade não é uma coisa material não é portanto uma coisa deste mundo veio unir-se à dela levando- a consigo.

Que a serenidade guie agora as nossas palavras e emoções p/assim melhor homenagearmos a sua partida acrescentando; nós por cá gostávamos muito de ti; nós por cá recordar-nos- emos sempre.

Lá em cima,Alguém, estou certo,entre tantas outras qualidades, apreciará, de sobremaneira,a simplicidade da t/ serenidade.

Até já irmã. Até já.


Jul 16/07/2023

Falecimento 13.07.23


Rui e Graça

 Caros amigos Graça e Rui

É c/ enorme alegria q vos felicitamos por estarem a comemorar as bodas de ouro. É uma marca muito especial. Meio século de vivência conjunta.

Para nós a vida é feita de momentos. Alguns desvanecem- se sem q saibamos os porquês.
Outros deixam memórias intemporais e mostram aquilo q é + importante.
Se revermos tudo o q ficou para trás, cada um de nós é então um mundo de sonhos, de alegrias, de traumas e de memórias.

Por isso  temos consciência dos obstáculos contínuos q tiveram de ultrapassar.  Vocês  também o experimentaram e mesmo assim resplandece neste dia o êxito da v/união.
Esse será sempre o v/legado. Grandioso por muito sofrido.

Agora, "O Agora"  é tudo o q vale a pena viver. Pois o passado é um Agora antigo e o futuro um Agora imaginado. É ainda tempo de gratidão pelo presente com que Ele nos privilegia mantendo-nos vivos.

Que tenhais um dia feliz.

Muitos Parabéns.

Manuela e Zé

02.04.23

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Djony

DJONY

Amigo primoroso 
Se és guloso 
Vai ao Djony maravilhoso
Sais jubiloso 

 Na açorda de bacalhau 
 Subiu um degrau 
 No pregado grelhado
 Deixou-me arregalado 
 No arroz "rapina à Pina" 
 Que concertina

 Provei a vinhaça 
 Que o Manuel estilhaça
 Nos diferentes queijos 
 E noutros cortejos 

 Veio a tortilha 
 Outra maravilha 
 Eis a marmelada 
 Bem modelada 

 Chega a dolorosa 
 Sempre mimosa 
 Quanto atenciosa 
 Talvez carinhosa 
 
De cintura grossa 
Na casa já nossa 
Foi com muita mossa 
 Rumamos na fossa 

 Ao Djony dizemos: Wonderful 

 JP/Maio/2023






quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023

Misinha

 


Minha querida irmã

Tenho pouco jeito em me exprimir por falas. Em particular sobre  pessoas que me são queridas A pouca habilidade desvanecesse. Desarmado fico.Opto pelas palavras. Mais pensadas. Nem sempre com a clarividência desejada é certo. Mas que melhor exteriorizam a minha forma de ver, sentir e pensar.

Não tenho remédio para dar.

Nem descortinar como ajudar

Fase diferente

Para seguir em frente


Espírito positivo

Activo e criativo

Nova provação

Para testar aceitação

Que conduz à enlevação


Algo me conforta

Tua eterna e reconhecida coragem

O querer ser

Um exemplo a ter


Rememoro madragoas

Freimas e mágoas

Sorrisos caliginosos

Recordos insidiosos



Marcas nigérrimas

Tempos abomináveis

Insanáveis

Quase infindáveis 


Escudado na guarida

Lambia a ferida

Inda tão matricida


Me abraçou Me beijou 

Me aplacou e adoçou

Me alentou e alegrou

Me internou e educou

Me ralhou e alumiou

Me chamou e elevou


Ainda e sempre beleza, gentileza e reconhecimento das coisas simples da vida

Tal como faria a mãe

Coabitamos

Amaciamos

Foi- se nas voltas da vida. Uma segunda mãe 


A maleita ora já era afeita 

Ainda carecia

E padecia

Em mim se sacia

Logo entendia


Décadas são passadas

Muito afastadas

Nem as silenciosas erosões

Ou minhas imperfeiçoes

Muito menos as migrações

Incapazes de corroê-las muito menos esmorece-las


Porque as lembranças e os afetos assim traçados guardam- se primeiro no coração; adiante na alma, eternizando- se.


Tudo revejo

Tudo benfazejo

Tempo certo 

É o de Deus

Será aquele que Ele nos  deu e dará.

Abençoado seja.

Bjs


Jan29/2023



quarta-feira, 20 de julho de 2022

Fuzeta

 

Regressei à Fuzeta

Afracado da ranheta
Receoso da careta
Ainda muito falseta
 
Avistei a Formosa
Esplendorosa e famosa
Gostosa e mimosa
Espraiando-se caudalosa

Ante tanta beleza
Delícia da natureza
Logo veio a leveza
Reagindo à moleza

Na praia dourava
Me banhava 
Na volta cansava 
Me quedava

Tridente companhia
Serena e luzia 
Me bendizia
Me premia e coloria

Sol  do "Caracol"
Verdadeiro farol
Onde o colesterol
Trepa qual etanol

À Despedida 
Algo sentida
Levo mais vida.
Agradecida.

JP/Jun/2022




domingo, 2 de janeiro de 2022

Pandemias, vacinas, eutanásias,autoritarismos, novos escravos, algorritmos



Pandemias e Autoritarismos

Não há sociedades exemplares.
Jamais existirão. A natureza dos seus constituintes é imperfeita e as diferenças entre seres são infinitas.
Impor uma pretensa ordem social "ideal" sobre uma real comunidade custará(está a custar?),como no passado, um preço demasiado elevado.
Um planeta conduzido por enriquecidas élites vanguardistas seguidistas de" políticas tecnológicas" produzirá, em minha perspectiva, uma coação (estará já a produzir?) que uma parte da humanidade, maior ou menor, recusará, e tal gerará uma violência sem limites.
A história está repleta de arquétipos e o século passado é ilustrativo.
Mortos.
Não em campos de concentração nem em mortíferas batalhas de armas terríficas, muito menos em pocilgas de gaseados.
Mas em "suaves eutanásias" ora sussurradas ora cantadas,em rimas de loas que os históricos e habituais lacaios nunca se cansam e cansarão de papaguear.
Não é aceitável. 
Mesmo assim, múltiplos "panzers" progridem, blindados e encavalados em motores robotizados e algoritmos de última geração computacional, ceifando, progressivamente,veleidades aos estratos populacionais de níveis inferiores por eles assim etiquetados.No seu avanço substituem as lagartas por "enfartas", canhões por fissões,viventes soldados espingardeiros por televisões.
Sucessivas cruzadas atiçam para níveis exacerbados,desumanidades,silêncios,medos e terrores (campos férteis para turvar mentes e fazer mudar hábitos civilizacionais), cuja devastação é, por hoje, completamente inimaginável.São as novas bazucas.
Embrulham e baralham o correr da vida.
Distraem- nos com banalidades aproveitando- se de um certo caos de ideias e algarismos desenhados e chapados em "prime time" e que poderão esconder o que realmente estarão a fazer.
Uma política anti constitucional alicerçada no pavor da perda e conciliada com a matemática e o digital enraizasse.
Evidencia- se a cada semana que passa.Cresce um mal dissimulado neo "antissemitismo higiénico" global.
Saudáveis mas escravos?
O intolerável é agora aceitável.
Mito ou razão?
Abraçamos a catástrofe? Qual delas?
"A guerra ainda não acabou" (DN/AC dix Dez 2021).
Estamos em guerra? Que guerra?
E para quê e porquê?
Uma eugenia? De novo?
Batem- se palmas. Ribombam tambores anunciando a salvação.
Mas que salvação?
Como pará- los?
Com gente de coragem que é o que a vida quer.
Então?
Então haverá sempre alguém que diz NÃO.

JP/Jan/2022

1- "O direito à factualidade é uma prerrogativa fundamental do ser humano".
(Constituição República Alemã)
2-
" obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa",
"para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome…."
Apocalipse (12:9 - 13:18)