segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Talhas da Vida

 

Talhas Da Vida


Estadia estival

Deveras especial

Decorreu em S.Miguel 

Frui meigo sabor a mel


Em casa bordada

D'afabilidade dourada

Desfrutei regalo espiritual 

Raiando o sobrenatural


Se assim não fosse

O singular vigor doce

Vergaria ás zonzeiras

De tantas tremedeiras


Em cenário de partida

Pouco sofrida

Uma acrescida

Foi concedida

Sem explicação conhecida

Apenas uma visão "escolhida"


Está um ano volvido

Jamais será esquecido

Deu- se talha na vida

Divinamente esculpida



JP/05/2020


Estadia em S. Miguel de 29.08 a 05.09. 2019  com Manuela e os irmãos Ana Maria e Zé Mário.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

Marta

 


 

Aniversário 


 Uma filha carinhosa

Também generosa

Virou mãe primorosa 

E muito garbosa

Deu-nos neta preciosa

E muito amorosa


JP/ 08/Jul/20 

Saudade

 Saudade


Que belo abraço

Bom sentir o laço

Mas nada como o regaço

Para estreitar o melaço


JP/26/Jul/20



Nuvens

 

Nuvens



Em corpos incólumes

Mudos de queixumes

Coexistem feridas

Incultas e enrustidas

Fendem silenciosamente

Erodindo a própria mente


Escondem- se traiçoeiras

Nas profundezas do ser

Viram até feiticeiras

Pois antes de nos acometer

Nos fazem crer

São nuvens a esvaecer


Sem concebermos

Sofremos

Com o mal que lá por dentro temos

Desassossegados

Gretados

Acabrunhados


Murchamos

Secos não choramos

Quase desraizamos

Ás vezes espigamos

Resistimos. Sonhamos


Até que avelhamos


JP/11/Ago/20


quinta-feira, 14 de maio de 2020

Prisioneiros


Prisioneiros

Agreste acalmia
Colou- se á pandemia
Ceifando a economia
Espelhada na rua
Gravada na loja nua
Pra sempre a perpétua

Que vida é esta 
Que nos confina a viver a vida,
Crianças enclausuradas
Em casa alarmadas
Pais despegados dos filhos
Evitando sarilhos

Olhamo-nos de esguelha 
Medrosos de centelha
Qual ferrão d’abelha
E nos infecte a telha

Com um terror sociopata
Que nos destrata
Desafecto que mata
Sem nenhuma serenata

Que peste é esta
Que qos confina a viver a vida
Em obscurantismo
Ávidos de iluminismo
Alentando o populismo
E cedendo ao estadismo

Perante futuro inglório
De previsível sanatório
Para todo o território
Hoje já um purgatório

Mas é notório
Inexistir oratório
Ou até reparatório
Para evitar um mortório


JP/Maio 2020/13



domingo, 19 de abril de 2020

Gustavo (Original e Livro)



GUSTAVO (versão original)


Nasceu em Janeiro
Esbravejou o Fevereiro
Rabujou no terceiro
Abril já festivaleiro
Eis o Gustavo galreio
Que neto soalheiro



Vejo- o a crescer 
A rir e a ser
A querer 
Sem já o conhecer
Sem o acolher
Nem nos braços o ter


É neste mundo suspenso
E muito indefenso
Incapaz de um consenso
Que me sinto infenso
Ao coibir beijo imenso
Em menino tão intenso


Estar ausente
Cruel vírus demente
Situação rangente
E tão deprimente 
Que nos deixa carente
Deste novo descendente


JP/Abr/2020/20

  
(Trigésimo oitavo dia de confinação)




GUSTAVO (versão do livro)

Nasceu em Janeiro
Esbravejou o Fevereiro
Rabujou no terceiro
Abril já festivaleiro
Eis o Gustavo galreio
Que neto soalheiro

É neste mundo suspenso
E muito indefenso
Incapaz de um consenso
Que me sinto infenso
Ao coibir beijo imenso
Em menino tão intenso

Vejo- o a crescer 
A rir e a ser
A querer 
Sem já o conhecer
Nem o acolher
Nos braços por ter

Estar ausente
Cruel vírus demente
Situação rangente
E tão deprimente 
Que nos deixa carente
Deste novo descendente







2026

  
(Trigésimo oitavo dia de confinação)