domingo, 29 de setembro de 2024

A Fé e o Medo

 

A Fé e o Medo



Emerge da consciência 

É o espaço interior

Onde a profundidade da essência 

Berço da serenidade criadora

Da quietude geradora** 

E do fluxo da energia vital 

Resulta em paraíso espiritual.


De refinada poesia,

Maestro de música e magia,

Do imane infinito,

Surge o mais belo escrito,

Nesse espaço etéreo,

Onde somos quem éramos,

Antes de nos tornarmos quem somos.


É nessa grandeza,  

Que algo em nós, sintoniza a beleza, 

Da unicidade com a natureza.


Tudo é nada,

Tudo é comunhão,

É o já e o ainda,

Mesmo na contração,

Ora mais desvanecida,

Nos traz melhor iluminação, 

De uma realidade sentida,

Até introvertida.


E, ainda assim,

Apesar da clareza do querubim,

Evidenciando o festim,

Nos persegue

O medo aldrabão,

Presença em ação, 

Sem extirpação, 

Traz aflição,

Mas pode, enfim,

 Encontrar redenção.


Haja fé então.



JP/Set/ 2024




** enfatizo a ideia de que silêncio e calma profunda permitem o surgimento de algo novo, como se a ausência de movimento fosse uma força de movimento criativa em si.

sexta-feira, 19 de julho de 2024

Inteligência Superior

 

TEXTO BASEADO EM PASSAGEM DO LIVRO "ESTE MUNDO NOVO"



O nosso coração bate um pouco mais de 100 mil vezes/dia e bombeia 7,5 l de sangue por minuto, percorrendo próximo de 97 milhões de kms por dia.

Depois de escrever estas linhas, já o corpo produziu 25 mil biliões de células.

Cada uma está a executar(cerca de 70 mil milhões q existem em nós), entre 100 mil e 6 biliões de funções por minuto.

Inspiramos 2 milhões de litros de oxigénio diariamente.

Sempre q inalamos é distribuído por todo o corpo em segundos.

Controlamos tudo isto? Conscientemente? Não.

Infelizmente não possuímos esse dom logo algo ou alguém o faz por nós.

Será uma inteligência muito superior? Será ela q nos dá vida?

Será esta mesma  que desperta todos os aspectos do universo?

Uma inteligência invisível q existe muito p/além do espaço e do tempo?A origem de tudo o que é material?

Será então no desconhecido que se criam todas as coisas? 

É provável.


Jul2024

Farmácia Velasquez

 


Na Farmácia Velasquez

Simpatia e alegria

Aquece- nos o coração

Tal como no S. João

Reina a boa disposição


A pedido da Manuela e da Farmácia

JP/23.04.24

quarta-feira, 3 de julho de 2024

Acabou supremacia absoluta do FCP

“O domínio absoluto do FCP parece ter chegado ao fim”

A frase suportava a crónica do jogo de Óquei em Patins, entre o FCP/ SLB, época 2007/08 e referente à 1ª volta do CN, terminado com um empate 6-6. Em A Bola em 08.11.07.

Para os menos atentos a estas coisas desportivas recorda-se que o FCP defendia o ceptro de campeão nacional pela 6ª vez sucessiva. Era e continuou a ser o comandante do CN, sem derrotas e mantendo 3 pontos de avanço sobre o SLB e com um jogo a menos. Por isso li, reli e abespinhei.

Subitamente fez-se luz. Afinal era sobre futebol que o escriba se esparralhava na sua prosa. Tinha-me enganado. 
Mas não Futebol? Nem pensar. Claro era basquetebol. Como pude esquecer? Também não. Andebol ? Na ocasião também não. Voleibol ? Bilhar? Atletismo? Ciclismo? Raguebi? Ainda também não.
O assombro cresceu. O autor não se tinha equivocado. Esparrava-se em patins.
Mas assim sendo o porquê de tão insólita e pecaminosa nova em um periódico que se alardeia como paladino das verdades e dos rigores. Devia ter, presumo eu, desvelos redobrados a nível da realidade e da probidade já que a igualdade de tratamento não se pode exigir em face do mercado e da própria opção do jornal que deve ser respeitada.
Naquela notícia o rigor está de mãos dadas com a sabujice. É uma reportagem narcisista e elaborada em cima do joelho para agradar ao apaniguado maioritário. Ainda por cima e lá diz o povo, uma andorinha não faz a primavera.
Poderá ter sido ignorância, perdoem-me a conjectura. A ser assim explica-se que o termo hegemonia (domínio), segundo o Dicionário Universal de Língua Portuguesa quer dizer predominância de algo ou alguém sobre algo ou alguém pelas suas tradições, condições de raça, costumes, etc. Desportivamente falando vitórias sobre vitórias, digo eu.
Como o noticioso e o escrevinhador podem pertencer à elite nacional sediada em Lisboa, talvez mais inteligente, mais apurada e de costumes quiça mais arejados fruto dos ventos da modernidade que assolam a avançada capital, salvaguardo tal estirpe e curvo-me a tais atributos rogando desculpa pela estupidez nortista desconhecedora do facto de que um empate após seis (6) anos de derrotas podia significar perda de ascendência absoluta.
Mas se o tabloide e o rabiscador forem portugueses lusitanos então questiono-os quanto ao termo da supremacia do FCP. 
Por favor expliquem.
Curiosamente o decurso do tempo incumbiu-se de reforçar o carácter tendencioso da atoarda editada uma vez que o FCP venceu o CN pela sétima vez, a TP e a ST. Ou seja tudo.
Ora, a adicionar ao clientelismo, ao facciosismo e aos desejos pessoais juntou-se o ridículo apanágio dos pobres de espírito.
Ficcionando um pouco parece-me que estou a ver a crónica de A Bola, após uma partida futebolística entre o SLB e o Setúbal, por exemplo para a TP, encumeada pelo título “ Setúbal empata com SLB, parece ter acabado o domínio absoluto deste a avaliar por jogo de ontem e a manter-se o nível exibido”, claro. Cairia o Marquês do Pombal. Jamais se atreveriam. Seria crime de lesa Majestade. Mas com o SLB é outra loiça. O que é necessário é valorizar. Sempre. Sem olhar a meios (leia-se FCP). Principalmente.
Como pôde a maior (?) gazeta desportiva portuguesa aceder e deixar publicar tal desfaçatez cobrindo-se de opróbrio só para agradar ou vender mais umas"jornaladas"?
Depois admiram-se dos boicotes – com os quais discordo – feitos pelo FCP.
Vossas Excelências cobrem-nos de razões mesmo quando não as têm.

Em apoio ao articulista junto quadro resenha dos títulos ganhos nos últimos 10 anos pelo hegemonizado convicto de que o seu desconhecimento e a falta de tempo de recurso aos arquivos lhe permitiu tal falta de pejo;
Anexa-se cópia da crónica mencionada

José Pina – 17.08.08



TROFÉUS GANHOS PELO FCP NAS ÉPOCAS DE 1997/8 A 2007/8:


CN - 9  /TP - 5 / STP - 4

domingo, 16 de junho de 2024

Conversas com Deus

  


Conversas com Deus"


Reabriu olhos meus

Custoso inferir ateus 

Ante claros jubileus


Ocasionalidades

Espontaneidades

Proficuidades

Sincronicidades


Convergem inusitadas

Acorrem entremeadas

Algo até desgarradas 

Apesar d' interligadas


Filigranas esculpidas

Em excelsas joalherias

Obras de graças divinas


Cônscio desses sínodos

E desígnios suscitados

Na essência silenciados


Na mente enevoados

Um tanto enleados

E pouco despertados


Cabe então dizer que:

A misticidade incendeu

A sensibilidade cresceu

A ansiedade esmoreceu

A tranquilidade volveu


Falta discorrer 

Que via percorrer

A da vida a  fortalecer

Ou uma nova a romper


Para unir a existência e o Ser

E o Seu propósito Ser


        

JP/Mar2021/29





domingo, 9 de junho de 2024

Minha Verdade

 


Minha Verdade


 

Abrasou

Já é fim de tarde

Deixo a sombra da vinha

Meu refúgio, minha verdade

Sonho gera realidade

Amor e criatividade

Quietude santa

Cenário encanta

Tudo se silencia

Nem a cigarra zizia

Sorvo aromas da terra  

Piso o mimoso relvado

Beleza do mundo criado

Onde até a erva daninha

Seduz a hábil libelinha

E resiste à capinação

De tonta obstinação

Acalorado

Procuro agrado

Ávido de algidez

A percorrer a tez

Imploro friagem

Em réstia d’estiagem

Na água antes pura

Achei frescura

Nadei. Devagar

Êxtase sem par

Emergi

Corredios arroios

Listras de pratas  

Defluindo cascatas

No corpo vivenciei

Frémito de frio

Roga calor

O sol-pôr

Ainda aquece

Dulcifica

Quase beatifica

Que gratidão

Eterna recordação

JP/Junho/2024


A Consciência a

Olhar para a Sua Criação” em A Voz da Serenidade de Eckhart Tolle.